O que diferencia a Logística da Saúde dos demais tipos de Logística

Essa é uma pergunta que ouço muito em reuniões e conversas, o que me levou a desenvolver um pouco desse tema para as pessoas com as quais mantenho conexões.

Eu diria que essa resposta passa por 3 pontos principais: responsabilidade técnica, procedimentos e licenças, muitas licenças. Vamos começar falando sobre a responsabilidade técnica.

 

A responsabilidade técnica de um farmacêutico, biomédico, enfermeiro ou similar é o ponto de partida para se iniciar uma operação logística voltada à saúde. Se em transportes normais o importante é o motorista e a rota, na logística da saúde o importante é como isso é feito. O tempo de resposta segue tendo papel fundamental, mas são acrescentados controles ponto a ponto de temperatura, plano de contenção para casos de acidentes ou desvios, materiais específicos, processos de higienização padronizados e muitos procedimentos operacionais padrão, os famosos POP’s. E quem é o responsável por desenvolver isso? A pessoa que detém o cargo de responsável técnico(a). Pensar em cada detalhe e evitar situações de risco estão entre suas principais atribuições. Infelizmente muitas empresas tem aquele arcaico e ilegal modelo de apenas fazer um contrato simbólico e colocar um quadro na parede sobre o profissional, criando uma ficção que acaba virando terror quando colocada em prática.

 

E quando falamos em procedimentos não estamos dizendo sobre o básico de carregar e descarregar veículos, mas sim de cada detalhe e etapa do processo. Essas condutas devem ser descritas em numerosas páginas que são chamadas de POP’s (Procedimentos Operacionais Padrão) e tratam desde o tipo de higienização necessária para aquele veículo até como proceder em caso de acidente, isolamento de área e comunicação aos órgãos competentes. Um condutor da área da saúde já deve por lei possuir em sua habilitação o curso MOPP (movimentação de produtos perigosos) e isso já o coloca com um preparo diferenciado de qualquer outra pessoa que esteja conduzindo o veículo. Quando falamos em procedimentos na logística da saúde, estamos falando sobre proteção ao condutor, ao transporte e, principalmente, junto a sociedade. Transportar materiais biológicos exigem um cuidado que vai muito além de estar na hora certa no lugar destinado, sem descuidar disso também.

Escritório administrativo do Grupo Master Express

Por fim temos ainda a parte de regulamentação. Quando se atua no setor da saúde o que você mais tem são licenças e regulamentações nas mais diferentes agências municipais, estaduais e federais. No Grupo Master Express temos licenças junto à Covisa, Anvisa, AFE’s, FEPAM, Ibama e outras tantas que eu poderia escrever mais 40 artigos e não conseguiria relacionar todas, tamanhas as exigências que devemos atender. E isso nos orgulha muito.

 

Para quem está lendo isso e se impressionando, posso afirmar que achamos que todo cuidado é pouco e sempre que surgem novas normas fazemos questão se não só de atender como nos tornarmos referência no tema, como quando surgiu a RDC20 que tratava dos transportes de materiais biológicos e fomos os primeiros a obter a regulamentação para isso. E voltando ao tema do artigo e a pergunta do título, a forma mais clara de resumir a diferença da logística da saúde é uma frase que sempre usamos por aqui em nossos treinamentos:

 

“Todo transporte é importante, mas se a logística da saúde falhar não é uma simples entrega que está em risco, mas sim uma vida”

 

Caso tenham interesse no tema ou queiram abrir novas possibilidades de discussões será um prazer te receber em minha rede, portanto sinta-se a vontade em solicitar a conexão.

 

Autor – Fabio Tadeu – diretor executivo do Grupo Master Express

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